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Maresia, misericórdia - Gabriele Gomes

O título é sonoro. Não por coincidência. A poesia de Gabriele Gomes é melodiosa e sensorial. Coloca Elvis, Rimbaud e Amy Whinehouse na sala de jantar para um banquete. Há cor também. Muitos tons. Construções ousadas que misturam elementos abstratos a situações corriqueiras. Não se impressione — não é algo que deveria impressionar: a personagem que seduz é a mesma que oferece xarope à filha doente. Não é assim o dia-a-dia, um entrelaçar de magia, marasmo e excitação? Não é exatamente isso, maresia e misericórdia? A poesia está em toda parte. Em grilos, abelhas, sábios e sabiás; em alguém que passa Ajax na pia e depois convida a apalpar costelas na sala de estar. Elementos que parecem não ter qualquer relação dão as mãos por aqui, a ousadia que permite colocar o amor ao lado de escadas rolantes. Desce ou sobe? Cabe ao leitor.
Maresia misericórdia faz também uma incursão pelo insólito. Cavalos marinhos passeiam pelo céu; tangerinas tomam conta de uma sala até imobilizar seus ocupantes. …

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