Anelisa Sangrava Flores

Neste livro de estreia de Anderson Henrique, o razoável e o absurdo estão em constante interseção. São 13 contos que reforçam os méritos da literatura fantástica a partir da ruptura de premissas físicas, temporais e lógicas. As tramas e personagens do autor estão impregnados pelas cores do realismo mágico. 

O conto “Uma noite, uma década” é um exemplo destas rupturas com a realidade: as barreiras do tempo são distorcidas e recriadas sempre que um casal se relaciona intimamente. Em “A previsão de José Pasqual” acompanhamos os últimos momentos de uma pessoa ciente do fim dos tempos. “Estela” e “Anelisa Sangrava Flores”, são contos que carregam os nomes das protagonistas nos títulos, mulheres responsáveis por moldar e alterar a realidade – a primeira transmuta a si própria e a segunda tem em seu sangue a força transformadora. Em “Carolina, Scarlet, Jordana”, os sonhos servem de material para os acontecimentos narrados pelo autor em uma subversão da metaficção.

O livro de Anderson Henrique poderia ser facilmente enquadrado nas concepções do realismo fantástico latino-americano, mas a boa literatura escapa dos limites de tais classificações. Neste livro de estreia, o autor desponta como criador de um realismo mágico próprio, repleto peculiaridades e alegorias que insistem em fazer verdade o que parece tão afastado dela..

Título: Anelisa Sangrava Flores
Autor: Anderson Henrique
Total de páginas: 124
Editora: Penalux
Lançamento: Julho de 2014

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Degustação
http://www.calameo.com/books/0018123019272fac7a233

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http://www.editorapenalux.com.br

Opiniões

"Anderson Henrique faz uma aposta ousada em “Anelisa sangrava flores”. Num mercado literário dominado por narrativas fantasiosas que replicam os best-sellers americanos, com seus aliens, duendes, games e mundo paralelos, Anderson procura o dia a dia, o mundano, o simples, o trivial. Não é o oposto, como se poderia pensar, uma espécie de antinomia em relação ao que se vê nas prateleiras de lançamentos de qualquer loja. Na verdade, é algo que vai além e que se destaca exatamente por utilizar elementos do cotidiano para transportar o leitor para um ambiente rico, criativo e essencialmente comum, mas por isso mesmo cativante."

Por Gustavo Araujo, autor e criador do site "Entrecontos"
https://entrecontos.com/2017/04/09/anelisa-sangrava-flores-anderson-henrique-resenha-gustavo-araujo/

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"Com uma narrativa bem desenvolvida, o autor surpreende pela fluidez de seu texto. Os contos, curtos por sua própria natureza, decorrem com tal rapidez que é fácil flagrar-se querendo aprofundar o enredo e conhecer mais. Pelas informações que obtive, este é o primeiro livro do autor, mas não existe qualquer superficialidade ou desajuste que por vezes são perceptíveis em obras de autores "iniciantes". Gostei realmente da obra, especialmente porque me vi mergulhada em cada conto sem questionar, e percebi que queria mais.

Em cada conto, também, percebem-se toques de melancolia e doçura, sentimentos nostálgicos e, quase sempre, românticos. Essas características são essenciais para a beleza do texto, e parecem mostrar uma faceta idealista do autor: pode ser apenas impressão, mas os citados elementos estavam presentes em todo o livro, o que me levou a construir essa percepção."

Por Julia Goulart, do blog "Conjunto da obra"
http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2014/09/anelisa-sangrava-flores-anderson.html

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"A história de abertura chama-se Gigante e é encantadora, talvez seja uma das minhas preferidas, é difícil escolher. Nela nós conhecemos Jurandir e desde o nascimento ele foi especial, sempre diferente das outras crianças, ao nascer foram as mãos enormes para um recém-nascido, logo mais quando criança foi a arcada dentaria que reluzia feito a luz do sol e quando foi chegando a adolescência começou a agigantar-se. Eu que sempre tive um problema com contos uma vez que nunca os achei intensos o suficiente me deparei com algo extraordinário, me apeguei a Jurandir de uma forma que nunca achei possível, não em um conto e terminei a história querendo mais, muito mais."


Por Ana Carolina Costin, do blog "Trapo Literário"
http://trapoliterario.blogspot.com.br/2014/08/anelisa-sangrava-flores-anderson.html

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"O desenrolar de cada conto é o que prende o leitor. Pois sempre estamos nos perguntando sobre o que acontecerá na próxima página. Prender um leitor hoje é algo difícil para alguns autores, mas Anderson Henrique me prendeu por todos os 19 contos de Anelisa sangrava flores. E você, caro leitor, permita-se prender também a esse livro."

Por Leo Prudêncio, do blog "LiteraturaBr"
http://www.literaturabr.com/2014/10/15/os-contos-de-anderson-henrique-pequena-nota/

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"O que mais me chama atenção não é a escrita fluida ou a narrativa conversando com você. O que me chamou atenção foi a profundidade das reflexões que Anderson fez nos contos. Cada um fala sobre uma coisa. Amor, diferenças, estagnação, probabilidades, sonhos ou realidade?, premonição, gratidão, loucura, lembranças... cada um tirando o melhor e o pior da sua experiência."

Por Milena Cherubim, do blog "Memories of the angel"
http://memoriesoftheangel.blogspot.com.br/2014/09/anelisa-sangrava-flores.html

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"Composto por 13 contos, este livro conseguiu me surpreender de forma positiva, já que ficou evidente que o autor possuí uma versatilidade incrível. Através de suas palavras eu conseguia imaginar perfeitamente os ambientes criados por ele e estes não se repetiam nos demais contos, cada um tinha um toque diferente e especial, mesmo que a proposta fosse uma literatura fantástica, ele não se tornou repetitivo."

Por Alessandra, do blog "Confraria Cultural"
http://www.confraria-cultural.com/2014/11/resenha-anelisa-sangrava-flores.html


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"O livro reúne vários contos que mesclam situações da vida real com situações nada normais. A leitura foi de bom grado para mim, ou seja, acabou sendo fluída e gostosa. Como é um livro de contos, sugiro ler três contos por semana, assim, não fica tão pesado. A escrita do autor é ótima. Achei bem legal que mesmo o autor escrevendo vários contos, ele soube ser diferente em todos eles. Gerando todo um diferencial no livro."

Por Fernando Tabosa, do blog "Falando em livros"
http://www.falandoemlivros.com/2014/12/anelisa-sangrava-flores-anderson.html

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"Quanto a narração eu achei ótima, pois mesmo sendo vários contos escrito por um mesmo autor a impressão que dava era a mesma de diversificação que temos ao ver um bom ator interpretando diferentes papeis no cinema. Algumas vezes tínhamos uma história em primeira pessoa, outras vezes em terceira. E isso fez todo um diferencial."

Por Thais Teixeira, do blog "Amiga da leitora"
http://www.amigadaleitora.com/2014/09/resenha-anelisa-sangrava-flores.html#.VLcZWkfF99g

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"De maneira geral, eu gostei muito da escrita do Anderson. Alguns contos são narrados em primeira e outros em terceira pessoa. Dos narrados em primeira pessoa, em alguns o narrador é feminino e em outros masculino. Ou seja, o Anderson possui uma versatilidade na sua narração. E eu gostei do fato de que mesmo com a abordagem rápida dos personagens, por se tratar de contos, todos são tão bem construídos que é possível imaginá-los com uma clareza enorme."

Por Karyna Pirola, do blog "Leitora Voraz"
http://leitoravoraz.com.br/2014/08/anelisa-sangrava-flores-anderson-henrique/

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"Não sei dizer com certeza se os contos do autor possuem um plano de fundo que os entrelaça. Pode-se dizer que todos falam de gente, pode-se dizer que todos falam de sensações... Mas, para mim, o que os une é a tristeza. Embora não sejam contos necessariamente tristes nem que façam o leitor se emocionar, todos falam de alguma coisa que, de certa forma, dói. Se não agora, em algum momento. Ainda que a centralidade de cada conto seja sonho, arte, fisionomia, romance, mortalidade, amor ou seres celestiais, a dor e a tristeza está por ali, rondando as páginas."

Por Nadja Moreno, do blog "Escrev' arte"
http://escrev-arte.blogspot.com.br/2014/11/anelisa-sangrava-flores-de-anderson.html

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"A edição do livro está ótima, letras em bons tamanhos, capítulos separados, tem narrativa feita em terceira pessoa e na primeira pessoa e não encontrei nenhum erro de edição, adorei a escrita de Anderson e com certeza é um livro de contos que pode agradar muito mais pessoas."

Por Andressa Menezes, do blog "Livros e chocolate quente"
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“... um exemplar de contos enigmáticos, contos de encantamentos. Tipos diferentes de estórias, com bases harmoniosas, densas, dramáticas, muita emotividade e momentos de excitação. Percebo desfecho pouco triste. Os meus preferidos deste livro, não que os outros não sejam necessários:

- Uma noite, uma década;
- Estela;
- Quadro meu, moldura sua;
- Os muitos verões de Ana Paula (celebração do amor <3);
- Um pouco acima do chão (crédulo sobrenatural);
- Fique com o troco (uma realidade evitável).

Neles, posso sentir a celebração do amor, o crédulo sobrenatural, a realidade evitável. Reconheço-me em Marialice, Bárbara, Estela, Ana Paula. Contista, Anderson Henrique, excelente trabalho!"

Priscila Fabiana, leitora, via facebook

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"Penso que a boa escrita, a boa ficção, a boa literatura tem muito de sua virtude em seu caráter de permanência. Existe nos contos que ansiosos esperam tua leitura, leitor, um diálogo entre eles mesmos, propostos por seu(s) narrador(es) para que dialoguem também personagens de tramas distintas, há uma meta-literatura própria, para além do que se costuma chamar de verossimilhança interna, traço inovador desse nosso contista. Porém, há um diálogo que permeia a crítica de ações próprias do humano, há um diálogo entre presente, passado e sua irrefreável possibilidade de repetição no futuro, porquanto parte da previsibilidade de muitos dos nossos atos contínuos, contínuos erros.

Há ainda singela abordagem do sexo, da relação sexual entre os amantes, o que confere toda uma órbita de sensualidade a alguns contos revestidos em pura poesia. O autor vagueia e nos (en)leva também para um mundo de experimentações sensoriais, cria realidades, imagéticas cenas parecendo haverem sido sacadas de um filme, quase dimensões outras. Há algo de delicado em seu estilo, sua escrita, sua arte. Entretanto, eis aqui seu artifício de composição, de chegada a seu maior logro. É que a singeleza estilística de Anderson Henrique não se faz de linha limítrofe a impossibilitar o contato com temas mais conturbadores. Não. Antes, a delicada pena de Anderson, mesmo quando se embrenha pelo fantástico, mesmo quando cria seu próprio real, seu próprio universo, mesmo nestes momentos o faz indagando ações e sentimentos humanos, interpondo-se sobre o que temos como real. Ou seja, convida-nos à reflexão."

Luciano Prado da Silva, escritor

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"Aviso: você está diante de um material perigoso e mágico. Não se surpreenda ao abrir este livro e cair no fantástico universo dos contos de Anderson Henrique. Tal um sonho; um quadro surrealista; uma lenda urbana; os personagens irão envolvê-lo e arrastá-lo a uma realidade paralela, onde tudo pode acontecer, derrubando limites e até fronteiras temporais. A imaginação e a capacidade narrativa do autor o convencerão de que tudo é permitido a personagens enigmáticos, poderosos, desde fazer florescer campos de flores; abrir novas dimensões em quadros; cumprir itens de improváveis listas diárias; transgredir as normas da sociedade pelo simples fato de serem diferentes ou a enxergarem sob uma ótica peculiar. De certa maneira, o autor faz uma homenagem à força criadora e transformadora das mulheres ‒ que geram amor e transformam homens e realidades.Neste livro de estreia, Anderson Henrique desponta como escritor de realismo fantástico, aliando grande criatividade a uma narrativa densa, num estilo todo seu."

Kyanja Lee, leitura crítica profissional, preparado e revisora

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"Parabéns ao autor pelos contos de extrema qualidade literária. Cada conto que leio, supera o anterior. Começo a ficar na dúvida se devo ou não seguir em frente, é daquelas raras obras em que ficamos com pena de acabar."

Samuel Zardo, escritor

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"A leitura do conto Gigante me fez lembrar uma discussão acerca do controle do imaginário, segundo a qual o homem teme a ficção, teme afastar-se da realidade, porque a ficção tende a desestabilizar suas verdades. Gigante é ficção, na acepção mais concreta de fingir. Só que esse fingir remete a uma discussão bem concreta, bem real, a questão da dificuldade de lidarmos com o diferente. E é exatamente aí onde reside o perigo da ficção. Parabéns!!!"

Helena Alegre, graduada em Letras pela UERJ

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